terça-feira, 15 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
A IDEOLOGIA DE GÊNERO
"Questão de Gênero?"
Enquanto nestes dias as redes sociais, com estardalhaço, publicavam as mais variadas opiniões sobre uma mal fadada pesquisa do IPEA a respeito do estupro, em Brasília, deputados se mobilizavam para votar um projeto de lei que regulamenta no Plano Nacional de Educação “respeito pela questão de gênero”.
Ao mesmo tempo, na Capital da República, outra novela se desvela alheia aos olhos de milhões de cidadãos brasileiros que são as investigações a respeito de corrupção na outrora maior empresa de petróleo do mundo (orgulho de ser patrimônio nacional).
Dentro deste contexto, a Igreja Católica nesta porção do Povo de Deus na Diocese de Jequié, vem se manifestar peremptoriamente contrária a esta ideologia do partido que governa a nação que deseja “impor” pela maioria de sua base aliada um projeto que quer eliminar a ideia de que os seres humanos se dividem em dois sexos, afirmando que as diferenças entre homem e mulher não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos da cultura de um país, de uma época. Algo convencional, não natural, atribuído pela sociedade, de modo que cada um pode inventar-se a si mesmo e o seu sexo.
A consequência desse nefasto projeto é a mais completa dissolução do grande valor da dignidade do ser humano e da família. Imaginemos tantas crianças e adolescentes em escolas públicas ou particulares “aprendendo” que tudo é apenas uma questão de escolha.Tudo isso baseado na análise marxista da história como luta de classes, dos opressores contra os oprimidos, sendo o primeiro antagonismo aquele que existe entre o homem e a mulher no casamento monogâmico. Uma ideologia que procura desconstruir a família e o matrimônio como algo natural.
A voz que clama dentro de nós, é a da nossa consciência, reta, sincera e verídica a gritar: o ser humano possui dignidade. Devemos nos atribuir o real valor que possuímos,mesmo que seja isso politicamente incorreto e contrariando o modismo imposto pela mídia e pelo governo. Recordando as palavras de Santo Atanásio: “se o mundo for contra a verdade, eu serei contra o mundo”.
Jequié, 04 de abril de 2014.
Dom José Ruy G. Lopes, OFMCap
Bispo Diocesano de Jequié
Bispo Diocesano de Jequié
quinta-feira, 3 de abril de 2014
RAINHA ELIZABETH II SE REÚNE COM O PAPA FRANCISCO PELA PRIMEIRA VEZ
A rainha Elizabeth II se reuniu com o papa Francisco pela primeira vez nesta quinta-feira, em uma visita que coincide com o aniversário da Guerra das Malvinas e que marca a primeira viagem ao exterior da monarca de 87 anos desde 2011.
Vestida de lilás e segurando um buquê de flores, a rainha sorriu ao chegar ao aeroporto de Ciampino, cumprimentando autoridades no tapete vermelho.
Elizabeth e seu marido, o príncipe Philip, almoçaram em seguida com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, no Palácio do Quirinel, onde foram recebidos com uma saudação militar e por uma multidão de simpatizantes, alguns deles agitando bandeiras da Union Jack.
Vestindo um de seus tradicionais chapéus decorados com flores, e com uma bolsa preta no braço combinando com seus sapatos, a monarca parecia satisfeita de encontrar o presidente de 88 anos.
Posteriormente, os membros da realeza britânica se dirigiram ao Vaticano para uma audiência privada com Francisco, em uma sala ao lado do auditório Paulo VI, enquanto centenas de pessoas acenavam em sua passagem.
O encontro da rainha com o pontífice argentino ocorre um dia após o 32º aniversário do início da Guerra das Malvinas (também chamadas de Falklands) entre a Grã-Bretanha e a Argentina e ocorre em meio a relações tensas entre católicos e anglicanos.
Mas as autoridades britânicas minimizaram a perspectiva de quaisquer questões controversas na agenda da rainha, a líder suprema da Igreja da Inglaterra.
O embaixador da Grã-Bretanha para a Santa Sé, Nigel Baker, declarou à rádio Vaticano que houve um progresso extraordinário nas relações anglicanas-católicas e entre a Grã-Bretanha e o Vaticano desde a coroação de Elizabeth II, em 1952.
"Ela vai querer, eu acho, entender do Papa Francisco como ele vê o papel da fé no mundo", afirmou.
Sobre a Guerra das Malvinas, ele declarou: "O Vaticano tem sido claro conosco, incluindo na semana passada, e em um nível muito alto, que a sua posição de neutralidade de longa data sobre esta questão continua em vigor".
Já o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, declarou que o encontro era "muito informal".
Francisco será o quinto Papa que a rainha conhece, começando com Pio XII, em 1951, quando ela ainda era uma princesa.
Ela também conheceu João XXIII, João Paulo II e Bento XVI, que renunciou no ano passado.
Fumaça branca sobre as Falklands
A última viagem internacional do casal real foi à Austrália em 2011, e a visita desta quinta-feira durará apenas algumas horas, sem muita da pompa associada às viagens reais para evitar cansar Elizabeth II e Philip, já idosos.
Embora o encontro tenda a ser puramente formal, os laços entre anglicanos e católicos são um problema devido ao ressentimento da Grã-Bretanha pela ação do Vaticano de receber sacerdotes anglicanos conservadores que discordavam da ordenação feminina existente na Igreja da Inglaterra.
Mas as relações entre o papa Francisco e o Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, o líder espiritual da Igreja da Inglaterra, são cordiais e os dois se conheceram em 2013, esperando se reunir ainda neste ano.
A Igreja Anglicana, que se separou de Roma no século XVI, tem cerca de 80 milhões de fiéis, em comparação com o 1,2 bilhão de católicos.
Outra questão polêmica é sobre as Ilhas Malvinas - chamadas de Falklands pelos britânicos, que as governam, de Falklands - um tema que o Papa já demonstrou ser pela Sistina para mostrar que um novo Papa foi eleito.
sensível, ao se referir à região como "nossa" antes de se tornar pontífice.
Ele também já declarou que a Grã-Bretanha "usurpou" as ilhas.
Francisco se encontrou no mês passado com um grupo de 12 veteranos de guerra argentinos que seguravam um cartaz pedindo "paz no Atlântico Sul", durante uma audiência geral na Praça de São Pedro.
As forças argentinas invadiram as ilhas no dia 2 de abril de 1982, mas foram obrigadas a se render em junho, depois que as forças britânicas recapturaram a região em combates que mataram 649 argentinos, 255 britânicos e três ilhéus.
Após a eleição de papa Francisco, no ano passado, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou que discordava respeitosamente do Papa, depois de um referendo, também em 2013, no qual 99,8% por cento dos habitantes das Malvinas votaram a favor de permanecer britânicos.
"A fumaça branca sobre as Falklands foi muito clara", brincou - uma referência ao sinal de fumaça usado pelos cardeais na Capela sistina para mostrar que o novo papa foi eleito.
CLERO DA DIOCESE DE CAICÓ ESTAVAM EM RETIRO ANUAL EM LAGOA SECA EM CAMPINA GRANDE- PB
Um momento especial, por se tratar do tempo quaresmal propricio para uma analise profunda do ministério sacerdotal. Levando em conta o serviço paroquias e diocesano.
NOTA DA CNBBSOBRE O DESCASO DO PODER PÚBLICO COM O PROJETO SAÚDE + 10
Nota da CNBB
DESCASO DO PODER PÚBLICO COM O PROJETO SAÚDE + 10
DESCASO DO PODER PÚBLICO COM O PROJETO SAÚDE + 10
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dias 1º e 2 de abril de 2014, vem a público manifestar sua indignação com o descaso e omissão explícita dos chefes dos Poderes Públicos em relação ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP 321/2013), conhecido como Saúde + 10. Entregue no dia 5 de agosto do ano passado ao presidente da Câmara, o Projeto recolheu mais de dois milhões de assinaturas de eleitores, devidamente identificadas. Lamentamos que, até agora, nenhum esforço tenha sido feito para iniciar sua tramitação, num total desrespeito à vontade popular.
Diferentemente de outros projetos de iniciativa popular, que versavam sobre direitos políticos, o Saúde + 10 trata de direito social, com incidência direta na distribuição da renda tributária da União destinada à saúde pública. O PLP 321/2013 visa elevar a aplicação compulsória do setor púbico, cuja despesa per capita atual é R$ 2,50/dia no Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecidamente baixa em comparação aos padrões internacionais. Isto tem implicações diretas no atendimento da população mais pobre, com a classe média recorrendo à medicina privada.
A urgência do Projeto, que objetiva equacionar o problema crônico do subfinanciamento de recursos públicos para a saúde, aliada à legitimidade da mobilização popular que o originou, exige que tanto o Congresso quanto o Executivo tenham conduta mais respeitosa à sua tramitação. É inaceitável que, passados oito meses de sua entrada no Congresso, ele ainda se encontre parado da Casa Legislativa.
Diante da falta de resposta e de diálogo com a iniciativa popular sobre tema de tamanha relevância para a vida social do país, especialmente dos mais pobres, a CNBB solicita dos Presidentes das Casas Legislativas e da Presidente da República a manifestação de seu posicionamento favorável ao projeto. O silêncio, nesse caso, é uma omissão com graves consequências para os cidadãos brasileiros. Ignorar o Saúde + 10 é aumentar ainda mais o descrédito e o desencanto do povo com a política e com os políticos.
A aprovação do PLP 321/2013 é uma resposta concreta à Campanha da Fraternidade de 2012 que mobilizou a sociedade brasileira num único sonho: “Que a saúde se difunda sobre a terra”. Aos legisladores de nosso país não é permitido matar esse sonho.
Deus, na sua infinita bondade, envie sobre todos a luz que nos faz ver os caminhos da justiça e da solidariedade.
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
PRESIDÊNCIA DA CNBB COMEMORA A CANONIZAÇÃO DE ANCHIETA E DIVULGA NOTAS
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, e o secretário geral da entidade e bispo auxiliar de Brasília (DF), dom Leonardo Ulrich Steiner, concederam entrevista coletiva, na manhã de hoje, dia 3, após o encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep). Na coletiva, foram tratados assuntos como a canonização do beato José de Anchieta e os preparativos para a 52ª Assembleia Geral dos Bispos (AG). Também foram divulgadas a nota sobre o projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10 e a declaração sobre os 50 anos do golpe cívico-militar de 1964.
Após 417 anos do primeiro pedido de canonização do “Apóstolo do Brasil, o decreto de canonização do beato foi assinado hoje, 3, pelo papa Francisco. São José de Anchieta foi proclamado pela CNBB como o padroeiro dos catequistas.
O cardeal Raymundo Damasceno manifestou alegria e gratidão a Deus e ao papa pela canonização. Ele explicou que o motivo do adiamento da assinatura do decreto teve a ver com a agenda do papa , o que foi avisado pelo prefeito da Congregação para a causa dos Santos, cardeal Angelo Amato.
Em celebração à canonização, o papa Francisco presidirá uma missa no dia 24 deste mês na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma (Itália). Autoridades e religiosos foram convidados a participar. No dia 4 de maio, às 8 horas, durante a 52ª AG, os bispos do Brasil celebrarão, na basílica nacional de Aparecida (SP), uma missa em ação de graças pelo novo santo.
Assembleia Geral
O presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno, falou sobre os preparativos da 52ª Assembleia Geral dos bispos, que acontecerá em Aparecida (SP), entre os dias 30 de abril e 9 de maio.
Dom Damasceno destacou o tema central que será debatido pelos bispos “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia” e lembrou a importância de tratar do assunto. “O papa tem falado muito que a igreja tem que ser uma Igreja que sai, que vai ao encontro das pessoas, daí a importância dessas comunidades, onde se dá mais espaço também à missão do leigo nas comunidades”, disse o cardeal. Ele também lembrou temas prioritários que serão discutidos. Um será a reflexão sobre o cristão leigo. “É o início de um processo que vai culminar, numa futura assembleia, em um documento sobre os cristãos leigos na Igreja e na sociedade”, disse. O outro tema prioritário aborda a questão agrária. “A questão de uma melhor distribuição das terras para aqueles que querem trabalhar e para aqueles que se dedicam ao cultivo da terra em nosso país”, disse o cardeal.
Golpe de 1964
A declaração da CNBB sobre os 50 anos do golpe cívico-militar de 1964 alerta as gerações pós-ditadura a manterem-se “atuantes na defesa do Estado Democrático de Direito”. No texto, intitulado “Por tempos novos com liberdade e democracia”, os bispos recordaram as vítimas “de um dos períodos mais sombrios” da história do Brasil.
Na declaração, a CNBB afirma o compromisso com uma democracia participativa e com justiça social para todos e conclama a sociedade brasileira a ser “protagonista de uma nova história, livre do medo e forte na esperança”, consta na nota.
Os bispos ainda recordaram o posicionamento da Igreja no Brasil em relação ao regime. “Se é verdade que, no início, setores da Igreja apoiaram as movimentações que resultaram na chamada ‘revolução’ com vistas a combater o comunismo, também é verdade que a Igreja não se omitiu diante da repressão tão logo constatou que os métodos usados pelos novos detentores do poder não respeitavam a dignidade da pessoa humana e seus direitos”, afirmam.
Saúde+10
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP) 321/2013 foi entregue ao Congresso Nacional há oito meses, após recolher mais de dois milhões de assinaturas de eleitores, devidamente identificadas. Anota da CNBB manifesta indignação com o descaso do poder público em relação ao projeto. “Lamentamos que, até agora, nenhum esforço tenha sido feito para iniciar sua tramitação, num total desrespeito à vontade popular”, descreve a nota.
Para os bispos do Consep, “a urgência do projeto exige que tanto o Congresso quanto o Executivo tenham conduta mais respeitosa à sua tramitação” e “o silêncio, nesse caso, é uma omissão com graves consequências para os cidadãos brasileiros”, afirmam.
Para o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os poderes públicos não estão olhando para a realidade concreta. “A impressão que nós temos é que não existe interesse do executivo e do legislativo em torno de um financiamento necessário para a saúde pública”, disse.
A Campanha da Fraternidade de 2012, que refletiu o tema saúde pública foi motivadora para o projeto Saúde+10 e, segundo a nota, sonhava com difusão da saúde sobre a terra. “Aos legisladores de nosso país não é permitido matar esse sonho”, conclui.
MORRE, AOS 89 ANOS DOM PEDRO FRÉ
O velório realiza-se na capela São José do Santuário Nacional, em Aparecida. Às 16h, de hoje, haverá missa de corpo presente e, em seguida, o sepultamento no cemitério local.
Natural de Tietê – Cerquilho (SP), dom Pedro foi ordenado presbítero em 21 de dezembro de 1950. Sua nomeação episcopal ocorreu no dia 28 de outubro de 1985 pelo papa João Paulo II. Escolheu como lema de seu episcopado “Curar os corações feridos”, dedicando-se às atividades de formação e missão.
Foi pároco de Aparecida (SP) e reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição na mesma cidade. Entre 1986 e 1989, esteve como bispo de Corumbá (MS), e de 1989 a 2000, bispo de Barretos (SP).
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